sábado, 15 de outubro de 2011

Igualdade de Gênero !

Nem tudo que se faz escrito na Declaração Universal dos Direitos Humanos se vê na prática, nem sempre as entrelinhas compostas por palavras de alto calão condizem com a realidade. Há quem escreva sobre humanismo, solidariedade e igualdade, entretanto, procura-se alguém para exercer o mínimo de respeito com veracidade.
Donna, Mujer, Frau, Bean, Woman, Femme ou, simplesmente: MULHER! Elas são todas igualmente importantes e ao mesmo tempo tão diferentemente tratadas. Será que realmente são merecedoras do título de “sexo frágil”? Será que são elas incapazes de tomar a direção dos mercados? São mesmo incapazes de largar a “louça” e sairem “a caça”?
Em todo lugar existem mulheres, mas elas possuem valores, direitos e deveres diferentes em cada parte do mundo.
As mulheres Ocidentais estão lutando por um lugar no mercado de trabalho. A mulher Asiática trabalha com ferramentas pesadas, exercendo uma enorme força física, enquanto o papel do homem é observar e avaliar seu trabalho. A mulher Saudita é proibida de dirigir um carro. A mulher Xavante nada pode fazer além da tarefa doméstica. A mulher Somalina, em média, realiza 17 gestações, mas nem a metade de seus filhos ultrapassam os dois anos de vida. As mulheres que nascem ao Sul de Moçambique são vendidas logo ao nascer por suas famílias, e a tarefa do pai é engravidar a filha para provar ao comprador que ela é fértil (o filho é abortado em seguida). Já no Hinduísmo as mulheres que perdem seus maridos são queimadas vivas e as cinzas são jogadas junto ao corpo deles.
Não seria o Brasil evoluído em relação ao tratamento das mulheres, comparado a outros países? SIM! Não teria o Brasil algo ainda à conquistar? MUITO!
Desafios, conquistas e lutas definem a história da mulher em todo o mundo, este certamente não evolui sem a participação delas que além de gerar vidas ocupam um papel indispensável na sociedade: apaziguar, ensinar e mostrar que se pode ter pulso com amor, pode-se corrigir com respeito, orientar com competência, força e sensibilidade ao mesmo tempo.
A imagem da mulher perfeita, criada no século XIX, é aquela que não passa da cozinha, fazendo o jantar, esperando o marido chegar do trabalho. A história mudou, os tempos mudaram e a rotina também sofreu algumas adaptações, em relação aos afazeres femininos. Elas querem espaço, exigem respeito e não são o “sexo frágil”. Nenhum valor foi ganhado no berço, elas conquistaram tudo no braço, cada título com muito suor, suor doce, suor perfumado, lutado no “ring” da desigualdade, luta que é travada dia após dia.
Ainda existem valores diferentes, dado a homens e mulheres, existem pesos e medidas diferentes pesados na balança da ignorância e do preconceito, mas até quando a função feminina não vai ultrapassar as quatro paredes do lar? Até quando serão estabelecidas as Cotas para Negros quanto o acesso ao ensino superior? Não são todos eles donos de um cérebro e um coração? Donos de dois braços dispostos a trabalhar?
Homens e mulheres são iguais, por que atribuir valores, espaços e cargos diferentes? Negros e brancos são iguais, por que separar os lugares frequentados por eles? O que falar de Barack Obama? O primeiro presidente negro dos Estados Unidos. O que falar de Dilma Rousseff? A primeira mulher a ocupar o cargo mais importante do Brasil.
Dentro das escolas e nas ruas, por vezes, essa questão não passa de comentários e chacotas. A própria violência e preconceito são praticados por estudantes, bulling é o nome dado a esses comportamentos rebeldes que envergonham expõem as vítimas ao ridículo. O estímulo, a educação e “a correção” desses comportamentos também devem partir das dependências da escola. O problema e a solução se encontram no mesmo lugar, a diferença deve partir da consciência da comunidade escolar.
A verdade é que homens constroem e manipulam máquinas mas não aprenderam a conviver em grupo. Eles entendem a evolução da tecnogia e são completamente analfabetos por não compreender que “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.” (Declaração Universal dos Direitos Humanos, Artigo I). Em meio a essa correria do mundo moderno tem que existir tempo para se pensar nessas questões, tem que haver de cada brasileiro uma opinião, um questionamento ou uma ideia, a solução para o bem estar social pode começar ai, essa é a trilha e o caminho para se chegar em algum lugar. Que o dia 21 de março (Dia Internacional Contra a Discriminação Racial) deixe de ser apenas uma data marcada no calendário para protestos, gritos ou homenagens, que o Brasil e o mundo possa comemorar os avanços na eliminação das atitudes desumanas de racismo.

Lana Emilyn, para: Fundação FDR, sobre Igualdade de Gênero.

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sábado, 15 de outubro de 2011

Igualdade de Gênero !

Nem tudo que se faz escrito na Declaração Universal dos Direitos Humanos se vê na prática, nem sempre as entrelinhas compostas por palavras de alto calão condizem com a realidade. Há quem escreva sobre humanismo, solidariedade e igualdade, entretanto, procura-se alguém para exercer o mínimo de respeito com veracidade.
Donna, Mujer, Frau, Bean, Woman, Femme ou, simplesmente: MULHER! Elas são todas igualmente importantes e ao mesmo tempo tão diferentemente tratadas. Será que realmente são merecedoras do título de “sexo frágil”? Será que são elas incapazes de tomar a direção dos mercados? São mesmo incapazes de largar a “louça” e sairem “a caça”?
Em todo lugar existem mulheres, mas elas possuem valores, direitos e deveres diferentes em cada parte do mundo.
As mulheres Ocidentais estão lutando por um lugar no mercado de trabalho. A mulher Asiática trabalha com ferramentas pesadas, exercendo uma enorme força física, enquanto o papel do homem é observar e avaliar seu trabalho. A mulher Saudita é proibida de dirigir um carro. A mulher Xavante nada pode fazer além da tarefa doméstica. A mulher Somalina, em média, realiza 17 gestações, mas nem a metade de seus filhos ultrapassam os dois anos de vida. As mulheres que nascem ao Sul de Moçambique são vendidas logo ao nascer por suas famílias, e a tarefa do pai é engravidar a filha para provar ao comprador que ela é fértil (o filho é abortado em seguida). Já no Hinduísmo as mulheres que perdem seus maridos são queimadas vivas e as cinzas são jogadas junto ao corpo deles.
Não seria o Brasil evoluído em relação ao tratamento das mulheres, comparado a outros países? SIM! Não teria o Brasil algo ainda à conquistar? MUITO!
Desafios, conquistas e lutas definem a história da mulher em todo o mundo, este certamente não evolui sem a participação delas que além de gerar vidas ocupam um papel indispensável na sociedade: apaziguar, ensinar e mostrar que se pode ter pulso com amor, pode-se corrigir com respeito, orientar com competência, força e sensibilidade ao mesmo tempo.
A imagem da mulher perfeita, criada no século XIX, é aquela que não passa da cozinha, fazendo o jantar, esperando o marido chegar do trabalho. A história mudou, os tempos mudaram e a rotina também sofreu algumas adaptações, em relação aos afazeres femininos. Elas querem espaço, exigem respeito e não são o “sexo frágil”. Nenhum valor foi ganhado no berço, elas conquistaram tudo no braço, cada título com muito suor, suor doce, suor perfumado, lutado no “ring” da desigualdade, luta que é travada dia após dia.
Ainda existem valores diferentes, dado a homens e mulheres, existem pesos e medidas diferentes pesados na balança da ignorância e do preconceito, mas até quando a função feminina não vai ultrapassar as quatro paredes do lar? Até quando serão estabelecidas as Cotas para Negros quanto o acesso ao ensino superior? Não são todos eles donos de um cérebro e um coração? Donos de dois braços dispostos a trabalhar?
Homens e mulheres são iguais, por que atribuir valores, espaços e cargos diferentes? Negros e brancos são iguais, por que separar os lugares frequentados por eles? O que falar de Barack Obama? O primeiro presidente negro dos Estados Unidos. O que falar de Dilma Rousseff? A primeira mulher a ocupar o cargo mais importante do Brasil.
Dentro das escolas e nas ruas, por vezes, essa questão não passa de comentários e chacotas. A própria violência e preconceito são praticados por estudantes, bulling é o nome dado a esses comportamentos rebeldes que envergonham expõem as vítimas ao ridículo. O estímulo, a educação e “a correção” desses comportamentos também devem partir das dependências da escola. O problema e a solução se encontram no mesmo lugar, a diferença deve partir da consciência da comunidade escolar.
A verdade é que homens constroem e manipulam máquinas mas não aprenderam a conviver em grupo. Eles entendem a evolução da tecnogia e são completamente analfabetos por não compreender que “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.” (Declaração Universal dos Direitos Humanos, Artigo I). Em meio a essa correria do mundo moderno tem que existir tempo para se pensar nessas questões, tem que haver de cada brasileiro uma opinião, um questionamento ou uma ideia, a solução para o bem estar social pode começar ai, essa é a trilha e o caminho para se chegar em algum lugar. Que o dia 21 de março (Dia Internacional Contra a Discriminação Racial) deixe de ser apenas uma data marcada no calendário para protestos, gritos ou homenagens, que o Brasil e o mundo possa comemorar os avanços na eliminação das atitudes desumanas de racismo.

Lana Emilyn, para: Fundação FDR, sobre Igualdade de Gênero.

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nãao perde a hr ;)